29 de julho de 2009

Tocantinópolis/TO fez 151 anos


Ontem, 28, Tocantinópolis amanheceu mais experiente. Completou 151 anos de independência política.
A cidade cresceu, se desenvolveu, considerando o que era e o que é.



Precisa ainda resolver muitas agruras que atingem diretamente seu alegre e tranquilo, mas ao mesmo tempo aguerrido, povo.
Estou a quase 1000 Km de distância. Mas, diariamente, palpita toda a emoção de pertencer à minha doce Tocantinópolis.
A saudade é muita.

MP analisa se humorista do CQC fez piada racista no Twitter

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" A frase é de Danilo Gentili, integrante do programa CQC (Band). Postada na madrugada de sábado (25) para domingo no Twitter, a declaração se arrasta numa polêmica que deixou de ser virtual e chegou ao MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo).
Segundo a assessoria de imprensa do MPF-SP, a mensagem de Gentili já foi encaminhada a um procurador, que vai apurar se houve ou não crime de racismo. A ONG Afrobras também se posicionou contra o "repórter inexperiente". "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda [entrar com] uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG.
"Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.
Correção de percurso

Alguns minutos após escrever seu primeiro "tweet" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog. "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" Mais de uma vez, ele tentou se justificar. "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito."
No domingo, o integrante do CQC jogou na web uma foto em que aparece enjaulado: "Obrigado, pessoal. Vocês conseguiram me prender igual a um macaco por denúncias de racismo." Gentili possui cerca de 165 mil seguidores na plataforma (twitter.com/danilogentili).
Nesta segunda-feira, Gentili voltou ao assunto, desta vez abrindo mão do limite de 140 caracteres oferecidos pelo Twitter. Redigiu um texto no blog, com mais de 6.500 caracteres, para defender sua posição. "Quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco. E sim de burro", afirmou.
Na noite desta segunda-feira, o humorista disse estar "disposto a pedir perdão a qualquer pessoa que se ofendeu sobre qualquer assunto em qualquer coisa que eu disse". "Quanto a apagar os tweets, não apago, não. Porque eu realmente disse aquilo. Não consigo ainda entender qual o problema com eles, mas se alguém viu problema, que me perdoe. Eu realmente disse aquilo."
Limites do humor

Não é a primeira vez que uma declaração de um integrante do CQC gera mal-estar. Uma tirada de Rafinha Bastos num programa de abril deste ano relacionava o cantor Roberto Carlos a Aleijadinho. Indagado por Marcelo Tas se conhecia o trabalho do escultor barroco, Bastos respondeu: "Conheço Emoções, Detalhes..."
Sequer é a primeira vez que um humorista é acusado de racismo. Em novembro de 2006, Michael Richards — o Kramer da série Seinfeld — fez declarações que o obrigaram a se desculpar por meses nos Estados Unidos. Richards insultou dois negros em um clube de Los Angeles. Os jovens disseram a ele que seu show não era divertido. A resposta, em tradução livre, saiu assim: "Calem a boca! Há 50 anos penduraríamos vocês de cabeça para baixo e lhes espetaríamos o rabo com a porra de um tridente."

Da Redação, com informações da Folha Online

Militante do PCdoB assume interinamente o Ministério da Igualdade Racial


Nesta terça-feira (28), o subsecretário de Políticas para as Comunidades Tradicionais, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, Alexandro Reis, assumiu interinamente a pasta em virtude das férias do ministro Edson Santos, que retornará no início de agosto. “Essa interinidade tem o papel de cumprir aquilo que o próprio ministro coloca como prioridade, que são a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, a aprovação das políticas de cotas e o avanço das políticas para as comunidades indígenas, quilombolas, ciganas e de terreiros”, afirmou Reis.
Ao lado do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, Reis torna-se o segundo baiano negro a ocupar um cargo ministerial no Governo, que já teve a participação de negros em outros setores estratégicos, a exemplo das pastas de Desenvolvimento Social, com Benedita da Silva; Meio Ambiente, com Marina Silva; e Cultura, com Gilberto Gil. “Acredito que é um processo de consolidação do avanço das políticas de igualdade racial no Brasil, inaugurado por Lula”, opinou.
Sobre o PCdoB, Reis destacou a atuação do partido na defesa dos direitos sociais e econômicos para toda a população. “O partido tem dado grande contribuição para a promoção da igualdade racial, reconhecendo que a luta por um país mais desenvolvido, mais justo e igualitário passa, efetivamente, pela superação do racismo e das desigualdades raciais existentes”, completou.
À frente da subsecretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais há um ano e três meses, Alexandro permanece na gestão da Seppir até o início de agosto. No dia 6, inclusive, será inaugurado o Centro de Referência Cigano, no município de Souza, na Paraíba. “Trata-se do primeiro Centro Cigano da América Latina”, enfatizou Alexandro Reis, adiantando que também já está em curso o lançamento do Prêmio da Cultura Cigana, em parceria com o Ministério da Cultura e a Secretaria dos Direitos Humanos. “A nossa idéia é valorizar a cultura cigana no país e os grupos ciganos, que vivem marginalizados e sofrem grande preconceito”, explicou.
Sobre os projetos e ações para com as comunidades tradicionais quilombolas e indígenas, a prioridade é mesmo a regularização fundiária e a implementação de políticas públicas sociais nas áreas de saúde, educação, saneamento básico e geração de emprego e renda. Quanto aos terreiros, o foco é assegurar a recuperação física dos que já foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - dos quais, cinco somente aqui na Bahia -, e concluir o mapeamento dos terreiros de Candomblé e Umbanda.
“São ações em promoção à igualdade racial, justamente porque a desigualdade social, no Brasil, tem o racismo como base fundamental”, definiu Reis, que é militante da União de Negros pela Igualdade – Unegro e integrante da Frente Anti-racista do PCdoB. “Quando o partido participa de todo esse processo, demonstra que tem compromisso com o desenvolvimento e a soberania do nosso país”, ratificou.

Blog do PCdoB de Timom já está no ar

O PCdoB de Timom lançou Blog na internet para aglutinar a sociedade e mobilizar a militância do município.
O endereço é pcdobtimom.blogspot.com/.
É só conferir.

24 de julho de 2009

Empresas sinalizam boicote à Confecom; Hélio Costa se cala

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), agendada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, deverá ocorrer sem a presença dos empresários do setor de radiodifusão, telecomunicações, mídias impressas, internet e TV por assinatura. O covarde boicote — que teria o aval do ministro das Comunicações, Helio Costa — ainda é tratado com reserva, embora seja confirmado informalmente por setores empresariais.
A ausência das empresas na reunião sobre a definição do regimento do evento, realizada nesta quarta (22), é apenas a parte visível do que está acontecendo. Pôde-se sentir tal sinalização um dia antes, no encontro prévio de duas horas entre as entidades empresariais e o ministro da Comunicação, Hélio Costa, na tarde de terça (21).
Após receber por escrito uma série de reivindicações das entidades (Abert, Abra, Abranet, Abrafix, Telebrasil, ABTA, ANJ e ANER), Costa informou aos presentes que a reunião de deliberação do regimento, na quarta (22), estava desmarcada. Ele também recomendou aos setores empresariais que buscassem manifestar suas posições aos ministros Luis Dulci (Secretaria Geral) e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social)
Segundo Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria disposto a ouvir, individualmente, cada uma das entidades. Entre as reivindicações estavam os principais pleitos que já vinham sendo expostos pelos radiodifusores: quórum qualificado em que os setores empresariais tenham peso relevante e temática voltada para temas futuros — e não para críticas e revisão dos marcos regulatórios e modelos atuais.
Desta vez, todas as entidades subscreveram as posições — os grandes conglomerados de mídia se uniram em torno de seus interesses. O próprio gesto de terem entregado um conjunto de propostas por escrito pode significar ainda uma disposição ao diálogo. O problema é que, segundo interlocutores do processo, não parece haver, por parte de Hélio Costa, uma disposição de manter os empresários na Confecom.
Um estranho cancelamento
Não se sabe, por exemplo, se Costa avisou o cancelamento da reunião a Luis Dulci ou Franklin Martins. O fato é que nesta quarta-feira, às 11 horas, houve por parte do Minicom uma tentativa de desfazer a orientação anterior e recuperar a agenda dos empresários, sem sucesso.
Mas os empresários entenderam que, como a ordem de cancelar o encontro havia vindo do ministro, uma nova ordem deveria vir dele também. E, como o próprio ministro das Comunicações não iria à reunião, nenhuma das entidades empresariais se deu ao trabalho de atender aos chamados. Resultado: a reunião aconteceu apenas com os representantes da sociedade civil.
As associações empresariais esperam para a próxima terça-feira uma nova reunião sobre o regimento. Se lá não virem atendidas as suas reivindicações, será a senha para que todos desembarquem do processo de organização da Conferência Nacional de Comunicação.
A Confecom depende ainda das questões de verba e do cronograma apertado. Mas, se acontecer, poderá se reduzir a um espaço para a manifestação da sociedade civil, sem a presença das empresas.
Da Redação, com informações da Pay-TV

23 de julho de 2009

Do Vermelho: 'Copom, ainda lerdo e ortodoxo, corta só 0,5 ponto nos juros'


O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) fez um quinto corte na taxa de juros Selic nesta quarta-feira (22), mas de apenas 0,5 ponto. A alternativa, adotada por unanimidade, foi a mais conservadora entre os três números citados na véspera pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que não iria interferir.
O corte reduziu a Selic de 9,25% para 8,75% ao ano para os próximos 45 dias. A cifra é a menor da história da taxa básica de juros, adotada em 1986. Desde o início de 2009, sucessivos cortes, sob pressão da crise econômica e da recessão global, reduziram a Selic em cinco pontos percentuais.
Porém as definições do Compom sempre receberam críticas de atraso, morosidade e excessivo conservadorismo. Tanto os reprresentantes dos trabalhadores como os do capital produtivo já expressaram a opinião de que os juros básicos poderiam baixar para 7% anuais.
Desde janeiro, foram feitos três cortes de 1 ponto percentual e um de 1,5 ponto. A decisão confirma a previsão de vários economistas, embora uma parcela apostasse em um corte maior. A justificativa do comitê para a decisão anunciada hoje foi a seguinte:
"Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 8,75% ao ano, sem viés, por unanimidade. Levando em conta que a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica."
Na terça-feira, o presidente Lula defendera que o Copom tinha como reduzir os juros, mas deixando em aberto o tamanho do corte. "Do ponto de vista da sustentabilidade da economia brasileira, está se permitindo margem de manobra para fazer os cortes. Se vai ser 0,5%, se vai ser 1%, se vai ser 0,75%, são as pessoas que estão com as tabelas que vão decidir, e acho que certamente decidirão o que será melhor para o Brasil", disse Lula.
"Se eu tivesse que pedir, eu não pediria. Eu determinava. Mas eu não determinei porque temos uma cultura que está dando certo de que, embora não tenha nenhuma lei garantindo autonomia ao Banco Central, a relação entre nós permite que haja certa autonomia, e colhemos bons resultados até agora", disse ainda Lula, que desde 2003 mantém uma política de autonomia na prática do Banco Central.
Há quem acredite que, a despeito dos argumentos supostamente técnicos, a definição da taxa de juros leva em conta o fator 2010. Mesmo que o tema não tenha sido abordado expressamente no encontro que Lula teve nesta terça-feira com o presidente do BC, Henrique Meirelles, o acordo tácito seria maneirar os cortes durante a recessão de 2009 para exitar elevações da Selic durante o ano da sucessão presidencial.


Do Vermelho.org.br com Agências

20 de julho de 2009

Do vermelho: "Novo presidente da UNE diz que próximos anos serão marcantes"

Augusto Chagas é o novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele foi eleito com 71,8% dos votos, concorrendo com outros sete candidatos. A eleição da nova diretoria encerrou o 51º Congresso Nacional da entidade, neste domingo (19), em Brasília. Para o novo presidente, os próximos dois anos serão marcantes para o País em função das eleições presidenciais que decidirão qual o projeto de desenvolvimento que a sociedade irá escolher para o Brasil.
Em sua primeira fala como presidente, Augusto Chagas, disse que as eleições de 2010 exigirá da entidade um papel importante nas mobilizações do movimento estudantil na luta por um governo mais justo, comprometido com um projeto que vise uma nação mais soberana e desenvolvida.
Lúcia Stumpf, que deixou a presidência da entidade, confirmou as palavras do seu sucessor. Além da pressão para a aprovação do projeto de lei de Reforma Universitária da UNE no Congresso Nacional, outro ponto importante é a participação dos estudantes nas eleições em 2010, com o objetivo de mobilizar a todos para a vitória de um projeto que garanta mais investimentos para educação do país.
A nova diretoria, composta por 85 membros, sendo 17 da Executiva Nacional, congrega todas as tendências políticas do movimento estudantil. É que a formação da diretoria obedece a regra da proporcionalidade. A chapa que recebe o maior percentual de votos elege o presidente e ocupa os cargos em número correspondente ao percentual de votos recebidos. Votaram 3.001 delegados.
O novo presidente foi eleito pela chapa "Avançar nas mudanças" formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS)
Mulheres unidas
Durante a votação, as mulheres candidatas tiveram espaço para se manifestar sobre a questão de gênero. As candidatas chamaram atenção para a necessidade de mais debate sobre o assunto e da incorporação dos homens nessa discussão. Segundo elas, a construção de uma sociedade igualitária é responsabilidade de todos e todas.
As mulheres também lembraram que são maioria na sociedade e no ensino superior e por isso, devem ocupar mais espaço de poder. Para construir uma sociedade igual, elas sabem que precisam ocupar espaço de poder. E conclamaram as companheiras a participar mais da luta e dos eventos políticos.
Os discursos incluíram ainda questões específicas, como a necessidade de creche nas universidades. E o combate a toda forma de agressão física, moral e sexual contra a mulher.
Quem é
Augusto Chagas, 27 anos, é paulista de Americana, aluno do curso Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP). Começou a militar aos 19 anos, quando cursava Sistemas de Informação na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), de Rio Claro, e integrou a chapa que concorreu ao Diretório Acadêmico (D.A.) da universidade.
A chapa que tinha Chagas como presidente foi vitoriosa naquele ano, de 2001. No ano seguinte, presidiu o D.A. da UNESP/Fatec. Foi eleito presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo por dois mandatos consecutivos (2005-2007, 2007-2009).
De Brasília Márcia Xavier