31 de maio de 2009

Asssustador. Rio Pirangi é surpreendido por grande volume de água


O Rio Pirangi é um ponto turístico bastante frequentado por moradores de alegre cidade de Buriti dos Lopes (PI) e Parnaíba também no ou mesmo Luís Correia.
Suas águas, no verão, são calmas e confortáveis diante do calor da região no período seco.
Formam-se piscinas naturais e pequenas corredeiras a partir do pedrario, abrindo espaço para a exploração das áreas naturais da região com, por exemplo, a abertura de balneários à margem do rio.
Diverti-me bastante nas águas do Pirangi no icício dos anos 90 e é assustador lembrar disso tudo e ver essa cena, todo esse volume de água.

CPI da Petrobrás: o jogo de tudo ou nada do PSDB

Diante de altos índices de aprovação do Governo Lula nas recentes pesquisas de opinião pública, chegando em alguns casos - como em Pernambuco - a mais de 90%, e também com o crescimento consistente da candidata apoiada pelo presidente para sua sucessão, a Ministra Dilma Rousseff, os caciques do PSDB reunidos em Brasília duas semanas atrás decidiram partir para o tudo ou nada. Numa manobra de bastidores que rompeu as regras consensuais de atuação parlamentar, aprovaram a instalação de uma CPI para atacar a principal empresa brasileira e uma das maiores do mundo: a Petrobras.

O objetivo dos tucanos é atingir o governo e sua candidata. A Petrobras, em outra pesquisa realizada em 32 países, de janeiro a março de 2009 pelo Reputation Institute (uma empresa privada de assessoria e pesquisa com sede em Nova Iorque) foi considerada a quarta empresa mais respeitada do mundo, superando a Google, a Microsoft, a FEDEX, a 3M, a Honda, Philips, a General Electric e a Walt Disney Co.

Os investimentos da Petrobras em 2008 foram da ordem de R$ 53,3 bilhões, feitos em uma empresa que tem 209 mil acionistas, 109 sondas de perfuração, reservas de 11,19 bilhões de barris de óleo e gás equivalente, 13.174 poços produtores, 112 plataformas de produção, sendo 78 fixas e 34 flutuantes, com uma produção diária de um quase dois milhões de barris de petróleo e 422 mil barris de gás natural, 16 refinarias, 25 mil km de dutos, uma frota de 189 navios, sendo que destes 54 de propriedade da Petrobras, seis mil postos de gasolina e três fábricas de fertilizantes.

Em todo o mundo, especialmente na atual crise econômica, todas as nações procuram proteger suas maiores empresas, enxergando nelas instrumentos para vencer a crise. Aqui no Brasil, ao contrário, a oposição neoliberal liderada pelo PSDB não mede as conseqüências nem esforços e, numa atitude antinacional, coloca a Petrobras como principal alvo político de sua estratégia eleitoral. O PSDB tenta também instrumentalizar outra CPI, a da Agência Nacional de Petróleo (ANP), com o mesmo objetivo de atingir a Petrobras.

A base do Governo reagiu e assumiu os principais postos na CPI da Petrobras, enquanto a oposição procura fazer o mesmo movimento na CPI da ANP e vem sendo travada uma luta dura em torno da direção da CPI das ONGs, que pode ser desdobrada para igualmente atingir a Petrobras.

A reação do movimento social, por sua vez, ganhou a rua e desde o dia 25 de maio se desdobra num conjunto de ações para denunciar a ação privatista e antinacional do PSDB e da oposição, difundindo a palavra de ordem ''O petróleo tem que ser nosso''. Já foram realizadas várias manifestações no Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e outras capitais, Nelas, entidades como a Coordenação dos Movimentos Sociais, as centrais sindicais CTB, CUT e CGTB, a UNE, UBES, Conam (Coordenação Nacional das Associações de Moradores), UBM (União Brasileira de Mulheres), Unegro (União dos Negros pela Igualdade), MST, Via Campesina, denunciam a ação da direita e começaram a coletar as 1,3 milhões de assinaturas necessárias para a apresentação, ao Congresso Nacional, do projeto de lei de iniciativa popular para fortalecer o monopólio estatal do petróleo, garantir as riquezas do pré-sal para o povo brasileiro e pelo fim das concessões das reservas brasileiras.

As manifestações já realizadas, e as programadas para as próximas semanas, indicam o caminho para, juntamente com a ação parlamentar, barrar esta tentativa conservadora e reacionária de prejudicar a Petrobrás, o governo Lula e uma candidata que possa dar continuidade ao novo ciclo político que o país passou a viver desde a eleição de Lula, em 2002. É o que está em jogo nestas jornadas.

27 de maio de 2009

Editorial do Vermelho: "O que a Coréia quer com a bomba atômica?"




A explosão de mais uma bomba atômica pela República Popular Democrática da Coréia, a Coréia do Norte, na segunda feira (24) e o lançamento de três mísseis que podem atacar navios de guerra (principalmente porta-aviões) desencadeou mais um festival da hipocrisia da diplomacia ocidental e da mídia conservadora.
Uma das alegações é a de que a Coréia é campeã de desrespeito às resoluções da ONU, acusação raramente feita a Israel, uma potência nuclear agressiva que, desde 1967, deixa de cumprir as determinações sobre os palestinos e os territórios ocupados, sendo o principal fator de instabilidade e o principal obstáculo à paz no Oriente Médio.
Israel é ponta de lança do imperialismo na região. Daí o tratamento condescendente que recebe. A Coréia, ao contrário, enfrenta o imperialismo. Já foi taxada por Bush de fazer parte do ''eixo do mal''. Mesmo o governo do democrata Bill Clinton fez pressões e impôs sanções contra a Coréia; elas voltaram a ser colocadas na mesa diplomática pelo governo de Barack Obama, que repetiu velhas ameaças.
Tudo isso porque a Coréia recusa as pressões e põe em prática seu direito soberano de preparar-se para as adversidades. O domínio da tecnologia é um direito básico de todas as nações. Usar a tecnologia para fortalecer o país quando existirem ameaças concretas contra sua soberania faz parte dele.
A política de desarmamento das grandes potências não esconde o objetivo de manter inalterada a distribuição de poder no mundo, que é favorável a elas. Assim, qualquer alteração nesse quadro - o surgimento de uma nova potência nuclear - é entendida como uma reformulação contrária aos interesses daqueles que, hoje, dominam a situação mundial. Daí a hipocrisia dessa política, que recomenda para nações militarmente mais fracas um programa de desarmamento que EUA e demais grandes potências não cumprem e não aplicam em seus países.
Contudo, a acusação feita contra a Coréia, de desestabilizar a região, não pode ser desconsiderada. Uma novidade desse porte - a posse de armas nucleares e o desenvolvimento de mísseis para lançá-las contra alvos adversários - tem o efeito de provocar o rearranjo do poder regional.
De um lado, há o direito de todo país melhorar sua capacidade de defesa contra agressões externas. Mas esse reconhecimento não pode deixar de lado o enorme papel que o esforço diplomático pode desempenhar para enfrentar contradições muitas vezes difíceis de resolver. É lamentável, deste ponto de vista, o impasse das importantes negociações de seis partes (Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Japão, Rússia e EUA).
A ameaça de sanções, tomadas por qualquer instância internacional, além de atentar contra a soberania nacional coreana, ajuda a aumentar a tensão e não resolve os problemas. A Coréia do Norte, diz o analista Yan Xuetong, da Universidade Tsinghua, na China, não quer recompensas financeiras (os EUA querem comprar o fim do programa nuclear coreano, diz ele), mas sim o reconhecimento internacional como potência nuclear. Quer um acordo para normalizar suas relações internacionais e a garantia de que não sofrerá ataques contra sua soberania e independência. É uma argumentação a ser levada em conta e que coloca em termos realistas a pauta para a negociação em seis partes.

25 de maio de 2009

MA : Deputados, prefeitos e sindicalistas se unem para cobrar liberação de recursos

A audiência pública que analisou ontem a situação dos municípios atingidos pelas enchentes decidiu criar vários grupos de acompanhamento para garantir a transferência rápida dos recursos assegurados pelo Governo Federal através de Medida Provisória.
Promovida pela Comissão Externa da Câmara Federal, a audiência reuniu cerca de 50 prefeitos, 10 deputados estaduais, 5 deputados federais e dezenas de lideranças da sociedade civil. “A audiência cumpriu seu objetivo, por sua representatividade mas sobretudo por ter aprovado encaminhamentos que farão os recursos efetivamente chegarem aos municípios, para que estes possam realizar as obras necessárias”, avaliou o Coordenador da Comissão Externa, deputado Flávio Dino(PCdoB).
Além de Flávio Dino, a audiência contou com a presença dos deputados federais Carlos Brandão(PSDB), Roberto Rocha(PSDB), Julião Amin(PDT) e Washington Oliveira(PT). Todos os parlamentares federais se manifestaram defendendo uma ação rápida do Governo do Estado para que os recursos sejam repassados aos municípios. Esta também foi a tônica do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares, para quem é urgente que o Governo do Estado viabilize junto ao governo federal a transferência dos recursos. Ele disse que a Assembléia fará tudo que for necessário para colaborar com os municípios.
Caberá a Marcelo Tavares e ao presidente da FAMEM, Raimundo Lisboa, retomar o diálogo com o Governo do Estado para que sejam informadas quais providências estão sendo adotadas e o que é necessário fazer para garantir o repasse rápido dos recursos. Os deputados federais Julião Amin e Washington Oliveira, os estaduais Valdianr Barros e Domingos Paz, e o sindicalista Chico Sales, da FETAEMA, ficaram incumbidos de levantar a situação dos trabalhadores rurais. Já Roberto Rocha e Carlos Brandão, auxiliados pelo presidente do CREA, Raymundo Portelada, deverão organizar informações e propostas sobre ações preventivas para as áreas afetadas. A deputada Cleide Coutinho, por sua vez, ficou encarregada de apresentar um diagnóstico da situação em que se encontra a saúde nas áreas afetadas.
A ação conjunta das bancadas federal e estadual junto aos prefeitos foi defendida por todos os participantes. “Aqui não existe cor partidária, o que nos une é o compromisso em fazer com que nossa população seja atendida”, destacou o presidente da FAMEM, Raimundo Lisboa. A mobilização de todos, acentuou Flávio Dino, foi o maior resultado da Audiência. “A partir desta audiência vamos organizar melhor a cobrança aos governos federal e estadual para o atendimento às vítimas e reconstrução das cidades”, concluiu.

24 de maio de 2009

Fernando Lima reúne Conselheiros Distritais de Saúde e apresenta sugestões para a área do Itaqui-Bacanga

O Gabinete do Presidente da Comissão de Saúde, Educação e Cultura da Câmara Municipal de São Luís, Vereador Dr. Fernando Lima (PCdoB), promoveu no dia 22 de Maio o 1º Fórum de Discussões Sobre Proposições na Área de Saúde do Itaqui-Bacanga. O evento aconteceu no Auditório do Escritório Político do parlamentar comunista na Rua de Santana, altos da Fribal. Presentes , dezenas de Conselheiros Distritais da Comunidade do eixo Itaqui-Bacanga, além de Conselheiros de outras localidades e bairros de São Luís que tomaram conhecimento da iniciativa do vereador e compareceram ao local para conhecer as propostas.
Nas discussões, o relatório apresentado pela Comissão de Saúde da Câmara, presidida por Fernando Lima, contendo sugestões para a ampliação e o fortalecimento dos serviços de saúde na área. O relatório foi construído a partir de visitas realizadas ‘in loco’ pelo vereador e pelos membros da Comissão, em parceria com a Promotoria Pública de Saúde. No documento são cobrados planos e metas para o setor em 2009 e ao mesmo tempo ações imediatas para solucionar a situação caótica enfrentada pelas Unidades Mistas, Centros de Saúde e Hospitais da área Itaqui-Bacanga. As sugestões destinam-se inicialmente ao Centro de Saúde Embrião, Unidade Mista Itaqui-Bacanga, Hospital da Mulher, Hospital Maternidade Nossa Senhora da Penha, Centro de Saúde Vila Nova, Centro de Saúde São Raimundo, Centro de Saúde Gapara e ao Centro de Saúde Vila Embratel.
De acordo com Dr. Fernando Lima, essa é a quarta reunião em que são ouvidos os Conselheiros Distritais e gestores das Unidades e Centros de Saúde. Na opinião do vereador os Conselheiros contribuem bastante para a discussão, pois conhecem a situação do setor de saúde no local. Nas reuniões acontece o diálogo entre o vereador e a comunidade, os problemas são detectados ao mesmo tempo em que são apontadas soluções que posteriormente serão apresentadas ao Ministério Público e ao Poder Executivo municipal para as devidas providências.
Os Conselheiros aproveitaram a oportunidade para analisar e fazer cruzamento com o que foi apresentado como metas pela Comissão de Saúde e as “metas” apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde para o setor. Os Conselheiros foram unânimes: o que é apresentado pela prefeitura está aquém das reais necessidades das comunidades. Com isso os Conselheiros querem ao mesmo tempo contrapor as metas municipais com o documento construído pela Comissão de Saúde, e aí, sim, entregar um documento completo e real ao promotor Herberth Figueiredo, da Promotoria Pública da Saúde, que cobrará da prefeitura, junto com a Comissão de Saúde, a devida execução.
“Estamos cumprindo com o nosso dever como médico, parlamentar e Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Luís. Represento aqui os reais interesses dos usuários de saúde da cidade, do povo de São Luís, e exercerei essa prerrogativa sempre para defender os interesses populares”, diz Dr. Fernando Lima.

22 de maio de 2009

Trabalhadores Metalúrgicos aprovam por maioria absoluta greve geral na ALUMAR

Os trabalhadores metalúrgicos de São Luís estiveram reunidos em assembléia geral da categoria dos dias 20 à 22 de maio e decidiram paralisar as atividades nas quatro empresas que estão dificultando o processo de fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT 2009.

São Marcos, Elétrica Visão, CEM e ALUMAR são as empresas que querem congelar o salário dos trabalhadores. Todas as outras do ramo metalúrgico na capital já fecharam acordos em separado com o sindicato da categoria com índices de reajuste que variam de 8 a 15% de aumento.

Os metalúrgicos reivindicam um reajuste salarial de 8,25%. O sindicato patronal quer congelar os salários. A data base da categoria é 1º de março o que ocasiona quase 3 meses de atraso no reajuste salarial.

Nas assembléias gerais realizadas pelo SINDMETAL nas portas das fábricas e na Sede do sindicato, os trabalhadores por maioria absoluta aprovaram o início da greve nas quatro empresas que estão gerando o conflito a partir do dia 25 de maio, com paradas estratégicas durante qualquer dia da semana.

De acordo com o Presidente do SINDMETAL, Joel Nascimento “os trabalhadores destas quatro empresas, principalmente da ALUMAR, estão convencidos que só terão reajuste nos salários, assim como os metalúrgicos de todo o país, se paralisarem as atividades e a produção destas empresas”. E finaliza “vamos seguir juntos até a vitória com o reajuste salarial”.
Na foto, trabalhadores metalúrgicos votam em Assembléia Geral na porta da ALUMAR.

Maiores informações podem ser obtidas com o Presidente do SINDMETAL, Joel Nascimento, pelos telefones: (98) 8114-7406 ou na Sede do sindicato: (98) 3222 – 8022.

19 de maio de 2009

Câmara de Vereadores debaterá situação caótica da Saúde em São Luís

Por solicitação do Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Luís, vereador Dr. Fernando Lima (PCdoB), os parlamentares debatem hoje, a partir das 10h, em Painel, a situação da saúde na capital.
Os vereadores têm confirmada a presença do novo Secretário de Saúde do município, Gutemberg Araújo. Na pauta, os planos e metas que a Secretaria dispõe para solucionar a situação gravíssima nas Unidades de Saúde e Hospitais públicos da capital.
Dr. Fernando Lima lembra que no próximo dia 29 de maio termina o prazo dado pelo Ministério Público à prefeitura para que fosse apresentado o planejamento na área da Saúde para o ano de 2009.