15 de maio de 2013

MRP continua à deriva, sem lenço e sem documento


É incrível a incapacidade de elaboração de certos seguidores da quase ‘seita’ política MRP.

Diante de uma das greves mais importantes e decisivas da história política doa trabalhadores em educação do estado nos últimos 20 anos essa turma simplesmente tomou a decisão de não participar da greve e, como se não bastasse não participar, decidiriam também fazer de tudo para acabar com a greve e impedir a aprovação do novo estatuto do educador negociado entre categoria, governo e SINPROESEMMA.

Essa turma insiste na dissimulação e na mentira quando o assunto é o combate político aos avanços conquistados pelo sindicato bem como açoitar a organização política dos trabalhadores. E não atuam apenas na educação. Infestam outras categorias com seus métodos sorrateiros e não menos inglórios.

O MRP já é alcunhado pelos trabalhadores de ‘Movimento Roseanista de Professores’, pelo fato de não estar na greve da educação e ter traído a luta pela aprovação do Estatuto. E por isso mesmo é desmoralizado publicamente pelos Trabalhadores e trabalhadoras em educação do estado liderados pelo SINPROESEMMA quase diariamente.

A últi8ma vez foi ontem no Auditório da ACM, em São Luís.
 
A reunião serviu para que os trabalhadores percebessem o que de fato essa turma fajuta do MRP defende, ou seja, nada, pois não pertence ao mundo real o que defendem e portanto não tem consequência alguma.

O líder da organização, mais perdido que nunca, fez divagações que apenas desnudaram suas próprias contradições e inseguranças. 

Perguntou sempre inseguro “O que temos de concreto?”. Ele mesmo respondeu quase instantaneamente: “Uma greve.” Em seguida questionou “Pelo que estamos lutando?”. 

E recebeu a resposta na bucha dada por professoras indignadas com a posição do falso líder: “A greve é pelo nosso estatuto!”, respondiam as educadoras.

Calou-se.

Outro membro da oposição ao SINPROESEMMA chegou a fazer elogio rasgado ao governo: “O governo criou excelente estratégia.”, disse o professor ‘sorrindo’ para todos, não reconhecendo em nada a capacidade de elaboração e experiência em negociação dos trabalhadores e da direção sindical. 

Lástima. Mas é verdade. 

O professor foi acusado pela Direção do Sindicato de distorcer as informações verdadeiras sobre a negociação quando ao argumentar sobre política salarial teria apresentado o que seria nova portaria do MEC orientando novo ‘reajuste’ de 22% para a educação ao invés dos 7,97%.

O Blog apurou e descobriu que na verdade a Portaria existe, mas a história é outra. É meramente formal e que, na prática, a Portaria não é para negar a que estabelece os 7,97% e tudo fica claro quando se reconhece a existência da ADIN dos governadores que questiona a própria Lei no Supremo tornando indefinida a questão.

Ou seja desmascarada mais uma sujeirada do MRP contra a greve da educação.

Um outro seguidor do movimento, agora sem partido, até tentou, mas não conseguiu falar, pois mais uma vez perdeu as estribeiras, ficou nervoso, ‘queria dá-lhe em gente’ e quase foi retirado do plenário pelos próprios colegas de movimento. 

Esbravejava contra a professora Janice, impropérios como “Tú é pilantra.”, episódio presenciado por 400 pessoas e por diretores do SINPROESEMMA. A própria professora que já foi vítima do MRP na internet e ganhou na justiça o direito a indenização presenciou a cena estarrecida.

Por essas e outras é que a maioria dos trabalhadores em educação permanece nas trincheiras do SINPROESEMMA por tratar-se sem dúvida de entidade respeitada e fortalecida politicamente e, ao mesmo tempo, do ponto de vista da representação legal como organização dos profissionais da educação do estado. 

A professora Janice Nery, Secretária Geral do SINPROESEMMA num certo momento disse que os membros do MRP servem mais ao governo que aos trabalhadores.

E parece estar certa a professora.

Só para relembrar, o Blog traz aqui a imagerm publicada no Blog do Radialista Jorge Aragão de uma reunião na Assembleia Legislativa em que estão presentes membros do MRP e nada mais nada menos que o mais que roseanista Deputado Roberto Costa (PMDB/MA). A foto é de 2012.

De acordo com a matéria eles teriam ido ao gabinete de Robersto Costa para solicitar audiência paralela à que o SINPROESEMMA já havia solicitado antes.

Perguntas que o Blog faz ao MRP: Porquê? O que queria o MRP ali? Porque não procurar os Deputados da oposição ao governo, que seria mais coerente?   

Por essas outras é que elss se isolam cada vez mais da categoria.

Ao final da reunião na ACM ficou claro que o MRP quer apenas, de maneira perversa e covarde perturbar a greve dos trabalhadores e trabalhadoras em educação liderada pelo SINPROESEMMA. As propostas apresentadas pelo Sindicato desmontam a argumentação sempre enviesada do MRP que acaba se perdendo e se desfazendo em violência no ar.  

Ao saírem da Reunião o que se ouvia era que não seria um ‘movimentozinho’ de meia dúzia de  ‘porra loucas’ digitais que vai induzir ao erro a categoria.

Réus confessos parecem sentir prazer em afirmar que não participam da greve apenas para tumultuar as atividades dos trabalhadores e o que é mais grave por mero capricho pessoal.


10 comentários:

Marcelino disse...

Como pode ser mais coerente buscar deputados da OPOSIÇÃO para solicitar audiência com o governo? Estapafúrdia sua tese. Mais: o fato de o MRP buscar uma audiência com o governo sem a presença do Sinproessemma é justamente por conhecerem os métodos da direção do Sinproessemma e não aceitá-los, não há nada de errado nisso. Há coerência nessa atitude. por outro lado, nenhum atual diretor do Sinproessemma tem moral para tachar alguém de roseanista, quando se sabe que o PCdoB, desde 1988 (nos tempos de Marcos Kovarik)apoia a oligarquia Sarney.

Marcelino disse...

Como pode ser mais coerente buscar deputados da OPOSIÇÃO para solicitar audiência com o governo? Estapafúrdia sua tese. Mais: o fato de o MRP buscar uma audiência com o governo sem a presença do Sinproessemma é justamente por conhecerem os métodos da direção do Sinproessemma e não aceitá-los, não há nada de errado nisso. Há coerência nessa atitude. por outro lado, nenhum atual diretor do Sinproessemma tem moral para tachar alguém de roseanista, quando se sabe que o PCdoB, desde 1988 (nos tempos de Marcos Kovarik)apoia a oligarquia Sarney.

Marden Ramalho disse...

Grato pela participação.

Nadja disse...

É incrível, Marden, como tanta gente que nem exerce a docência se vê no direito de falar pelos professores. Diante disso, teço alguns comentários sobre o seu texto.
Você afirma que a proposta do novo Estatuto do Educador foi negociada “entre categoria, governo e Sinproesemma”. Que Plenárias foram realizadas com os professores desde o fim da greve de 2011, para se discutir tal proposta? A base da categoria, aquela que está de fato nas escolas, não participou da construção desse documento. Prova disso está no site do próprio sindicato em forma de fotos que mostram somente Direção e Governo em reuniões.
Vários educadores resistiram – outra considerável parcela ainda resiste - aderir à atual greve não por serem “roseanistas” ou seguidores do MRP, mas por não depositarem a mínima confiança na Direção vigente do Sinproesemma. Você diz que “a maioria dos trabalhadores em educação permanece nas trincheiras do SINPROESEMMA por tratar-se sem dúvida de entidade respeitada e fortalecida politicamente e, ao mesmo tempo, do ponto de vista da representação legal como organização dos profissionais da educação do estado”. Se isso fosse fato, essa mesma Direção teria sido eleita pela maioria dos profissionais aptos a votar. Conforme o Sinproesemma, na eleição em 2012, votaram 11.040 associados. Alguém já se perguntou por que 16.593 associados deixaram de votar? Vá às escolas, Marden, converse com os professores, pergunte-lhes o que pensam sobre essa entidade, e certifique-se de que sua afirmação não procede.

Nadja disse...

Continuando...
Se o MRP tem razão em não aderir à greve porque a proposta não foi discutida, o tempo dirá; mas enfatizo que esse mesmo movimento, em várias ocasiões, foi e é de extrema importância nas discussões sobre política educacional.
Finalmente, decisões relativas à educação e a qualquer outro setor são político-partidárias, infelizmente. Muita gente envereda em sindicatos e outras organizações – desde as estudantis – para galgar degraus rumo a cargos no Legislativo, no Executivo e em entidades de classes. Cientes disso, os profissionais da educação já não se deixam levar por grupo A, B ou C, os quais já nascem a serviço de partidos políticos; veja-se, como exemplo, o site do Sinproesemma e o Jornal D’Classe, veículos divulgadores de nomes e ideias do PC do B. Isso só não é perceptível a quem não quer que o seja.

Nadja disse...

Pequena alteração no último comentário.
Se o MRP tem razão em não aderir à greve porque a proposta não foi discutida, o tempo dirá; mas enfatizo que esse mesmo movimento e a CSP CONLUTAS, em várias ocasiões, foram e são de extrema importância nas discussões sobre política educacional.

Marden Ramalho - Editor disse...

Professora o seu posicionamento é político. Respeito sua posição, mas não merece um comentário do Blog. Grato pela participação.

Nadja disse...

Se posicionamentos políticos não merecem comentário do seu Blog, então desative-o, porque os seus também o são.

Marden Ramalho disse...

grato pela participação.

Micharlany Amaral disse...

É lamentável ver comentários como esse que se diz político, em relação a uma entidade séria e comprometida com as lutas da categoria em todo o Maranhão. Tenho certeza de que o MRP nunca e jamais compactuará, com esse governo oligárquico e truculento. Os seus comentários, nada mais são do que gotas de veneno ideológico, com o intuito de contaminar a categoria com relação a credibilidade e seriedade do MRP.

Micharlany - professor da rede pública.